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Vale a pena usar a suplementação de colágeno?

“Modismo” e saúde não combinam

Muitas foram ás modas de novas “poções” milagrosas, medicamentos mágicos e tratamentos maravilhosos para melhorar tudo que se pode imaginar. E a pergunta permanece: quantos destes realmente provaram realizar aquilo que prometiam? E esta “onda” não vai parar nunca, mas continuará a enganar milhares de pessoas ávidas por soluções práticas e fáceis para quase tudo.

O que é colágeno?

O colágeno é a principal proteína estrutural encontrada nos tecidos conjuntivos de animais e está presente em locais tais como a pele, tendões e ossos. A pele em particular, acredita-se que atribui qualidades de elasticidade e força.

Envelhecimento e desgaste

Colágeno tem desgaste ao longo do tempo. Este desgaste é acelerado por radicais livres – subprodutos tóxicos das células quebrando por causa da má alimentação, exposição ao sol em excesso, poluição, tabagismo, uso de álcool, estresse e envelhecimento com seu declínio hormonal próprio. À medida que envelhecemos a capacidade da pele para substituir o colágeno danificado diminui, de modo que o colágeno se concentra com menor quantidade e qualidade ao longo do tempo.

A falta de aminoácidos, vitaminas, minerais e antioxidantes, todos absolutamente necessários para formar o colágeno, também afetam a sua produção por vezes ainda na juventude da pessoa.

Algumas condições genéticas podem causar produção seja insuficiente ou defeituoso, o que poderia levar ao coração, dos olhos e problemas do esqueleto, pele fina e ossos frágeis.

Suplementos orais

É preciso ter uma alimentação adequada para os blocos de construção de proteínas. Caso contrário, não há matéria-prima para a pele e para a fabricação de colágeno. Entretanto, comer colágeno não se traduz em mais colágeno na pele.

O colágeno diretamente isolado, ou adicionado a alimentos, bebidas e pílulas são digeridas em aminoácidos, absorvidos pelas células no intestino delgado e utilizados para produzir proteínas quaisquer conforme as necessidades do corpo. Estes aminoácidos são utilizados para criar diversos tipos de proteínas humanas, inclusive o colágeno, se assim for a necessidade e estímulo de seu próprio corpo, ou seja, o que vale é o estímulo de seu corpo, e não o que você deseja e imagina que acontecerá.

Cremes e produtos cosméticos

Parece lógico que a aplicação de colágeno para a pele ajudaria a níveis de suplementos, mas isso mais do que sonho, chega a ser absurdo em termos de ciência médica. As moléculas de colágeno em produtos de cuidados da pele são simplesmente demasiadamente grandes para serem absorvidas pela pele. A maioria apenas são aplicadas sobre a pele, não conseguem ser absorvidas e não provocam absolutamente nada em termos de ajudar a reprodução do colágeno profundo no tecido corporal.

O que funciona de fato?

O que você pode fazer é manter seus níveis hormonais equilibrados e otimizados, evitar toxinas como tabaco, álcool, refrigerantes, carboidratos de má qualidade, gorduras Trans, Glúten, Caseína, Lactose, açúcares e adoçantes como aspartame e sucralose, poluição e estresse. Mas já que temos hoje possibilidade de ter acesso à manipulação individual de antioxidantes, minerais, proteínas, vitaminas e hormônios bioidênticos, se você fizer a sua parte ao máximo que for possível e contar com suplementos manipulados individualmente conforme a sua necessidade, conseguirá a melhor produção de colágeno dentro de seus limites fisiológicos.

Tratamentos como a injeção periódica de PRP (plasma rico em plaquetas e fatores de crescimento), peelings químicos e a laser, além de o uso crônico de aparelhos de alta frequência, em ordem de importância, são aqueles que também podem ajudar no estímulo à produção de colágeno.

Hidratação

Outro ponto importante é a hidratação. Um corpo bem hidratado, tem células bem hidratadas, portanto tomar água de boa qualidade e com quantidades adequadas é essencial.

Resumindo, se você mantém uma dieta baseada fundamentalmente em proteínas de boa qualidade, equilibrando este macronutriente com carboidratos e gorduras, ambos em menor quantidade em relação às proteínas, certamente obterá todo substrato necessário para a produção de colágeno.

No corpo humano, a taxa de rotatividade para colágeno é bastante consistente. Assim, não importa o quanto um aumento da ingestão de proteína ou colágeno, a taxa de produção de colágeno ainda vai ser o mesmo. Este por sua vez, será produzido somente se seu próprio corpo “desejar”.

 

 

Sobre o autor:

Thamiris Pereira Brognoli - CRF SC: 14061 | CRF RS: 1 17245

Farmacêutica graduada pela Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC.

Faz parte da equipe de farmacêuticas clínicas do Serviço de Atenção Farmacêutica do convênio de saúde Itesc Card.

Conteúdo baseado no artigo escrito pelo Dr. Victor Sorrentino.

https://drvictorsorrentino.com.br

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